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Perguntas diretas
sobre quem faz isto.

Uma ferramenta que fala de outras empresas tem de responder às mesmas perguntas que faz. Onze respostas, o vocabulário dos registos e o que fica escrito sobre si.

O projeto

01Quem está por trás disto?
Um projeto português independente, sem ligação a construtoras, associações do setor ou intermediários imobiliários. Trabalhamos apenas com registos que o Estado já publica.
02Isto é uma lista negra?
Não. O diretório inclui empresas com título habilitante do IMPIC ou atividade de construção registada. Estar no diretório não é uma acusação, e ter pontuação alta não é uma recomendação nossa.
03Isto substitui um advogado?
Não. Um relatório serve para saber o que perguntar e o que confirmar antes de assinar. Decisões contratuais e litígios continuam a precisar de aconselhamento jurídico.

Dados e fontes

04Os dados são vossos?
Não. São públicos e do Estado. O que fazemos é recolher, cruzar e datar. Cada registo indica de onde veio e quando foi recolhido, e as nove fontes estão listadas em fontes de dados.
05Como sabem que o registo é mesmo daquela empresa?
Por NIF sempre que a fonte o publica. A distribuição cível não publica NIF: aí a ligação é feita por correspondência exata de nome e os casos ambíguos são descartados, mesmo que isso signifique mostrar menos.
06Com que frequência é atualizado?
Depende da fonte: o CITIUS é lido diariamente, a lista de execuções semanalmente, as listas de devedores da Autoridade Tributária e da Segurança Social mensalmente e os atos societários por trimestre. Cada linha do relatório mostra a data da recolha que a originou.
07Porque é que às vezes dizem que não sabem?
Porque é verdade. A cobertura é indicada fonte a fonte: o que não foi consultado aparece como por consultar e nunca como limpo. As listas de devedores só publicam acima do limiar legal e a obra particular não passa pelo Portal BASE.

Dinheiro, erros e direitos

08Como ganham dinheiro?
Com quem lê, não com quem é lido. A pesquisa e a pré-análise são gratuitas e sem conta. O relatório completo custa 9,99 € por empresa, em pagamento único, e a monitorização é opcional a partir de 14,99 € por 12 meses. Não há publicidade a construtoras, venda de contactos nem comissões.
09Uma empresa pode pagar para desaparecer?
Não. Nenhum pagamento retira, esconde ou suaviza um registo. O que uma empresa pode fazer é pedir a correção de um erro e deixar a sua posição registada no relatório.
10E se a informação sobre a minha empresa estiver errada?
Pede a revisão em contestar um relatório. Corrigimos erros de correspondência — nomes iguais, processos de outra sociedade — e a sua resposta passa a constar junto do registo em causa.
11Que dados pessoais são tratados?
Apenas os que constam das publicações oficiais obrigatórias, incluindo nomes de gerentes e sócios quando aí figuram. Não publicamos moradas pessoais, contactos privados nem dados de categorias especiais. O detalhe está na política de privacidade.

O vocabulário dos registos.

Metade das más decisões começa numa palavra mal lida. Estas são as que mais aparecem num relatório — e o que cada uma não prova.

Insolvência requerida

Alguém pediu ao tribunal que declare a empresa insolvente.

Não é uma decisão do tribunal e pode ser rejeitada.

Insolvência decretada

O tribunal declarou a insolvência e nomeou administrador.

A empresa pode continuar em atividade durante o processo.

PER e PEAP

Processos de recuperação negociados com credores.

Indicam dificuldade financeira, não encerramento.

Execução extinta por inexistência de bens

Uma dívida ficou por cobrar porque não se encontraram bens penhoráveis.

Não diz respeito, por si só, a obras de clientes particulares.

Alvará e classe IMPIC

Título que habilita a executar obra, com um limite de valor por classe.

Sem título não há habilitação; tê-lo não garante qualidade.

Processo cível distribuído

Uma ação deu entrada num tribunal, com partes, espécie e valor.

Distribuição não implica culpa nem decisão final.